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Bolsa da Argentina prevê safra de 53,5 milhões de toneladas

Primeira projeção de colheita do país aponta queda de 2,5 milhão de toneladas em relação à última temporada

A Bolsa de Cereales de Buenos Aires divulgou nesta sexta-feira (27/01) sua primeira estimativa para a colheita de soja na Argentina e a projeção aponta queda de 4,5% no volume do ano passado. Segundo a Bolsa, os argentinos vão retirar das lavouras 53,5 milhões de toneladas, ante 56 milhões colhidas na última temporada. O volume reflete a redução na área de plantio com a cultura, que nesta safra deve ocupar 19,2 milhões de hectares, contra 20,1 milhões cultivados no ciclo anterior.

O país vizinho teve um início de safra complicado, marcado por incêndios em uma área inicialmente calculada em 770 mil hectares, mas a Bolsa agora acredita que cerca de 400 mil hectares foram afetados, desse total, 370 mil hectares tiveram um risco de perda diminuídos com uma trégua do clima. Ou seja, se há uma área que ainda oferece algum tipo de perigo à soja argentina, ela soma cerca de 30 mil hectares.

A estimativa para a colheita chega ao mercado no momento em que o plantio no país entra na reta final. Segundo a Bolsa de Buenos Aires, 99,5% do terreno a ser ocupado pela cultura este ano foram semeados até o momento. “Em relação a evolução das plantações, maior parte da área plantada mais cedo, ao centro da região agrícola, começa a chegar ao estágio reprodutivo com uma condição boa ou muito boa e apenas uma pequena parte dos lotes foram estão em situação regular”, diz o informe da instituição.

Milho
O plantio de milho também caminha para os finalmentes na Argentina. Até agora, 98,3% dos 4,9 milhões de hectares a serem cultivados já receberam as sementes do cereal. Segundo a Bolsa, as chuvas registradas na última semana permitiram recompor os níveis de umidade nas regiões que sofriam com déficit hídrico severo, como no Chaco e na província de Salta. Os lotes plantados mais cedo estão em formação de grão e com bom potencial de rendimento.

A área a ser cultivada com milho na Argentina neste ano é 27% superior a do ano passado. A Bolsa ainda não projetou o potencial de produção do cereal no país.

Fonte: Globo Rural

André Amorim

Jornalista desde 2002 com passagem por blog, jornal impresso, revistas, e assessoria política e institucional. Desde 2013 acompanhando de perto o agronegócio paranaense, mais recentemente como host habitual do podcast Boletim no Rádio.

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