O projeto Orgulho Paraná, lançado em dezembro de 2025 pelo Sistema FAEP, é mais uma forma de valorizar e ampliar a visibilidade da produção agropecuária estadual. A iniciativa, idealizada pelo presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, transforma o gabinete da presidência, na sede do Sistema FAEP, em Curitiba, em uma vitrine para produtos paranaenses das mais variadas formas, sabores e origens. Um espaço estratégico, onde circulam autoridades, políticos, empresários e representantes dos elos produtivos da agropecuária estadual e nacional.
“O apoio ao produtor rural paranaense está entre as nossas prioridades. A divulgação desses produtos gera visibilidade e oportunidades de negócios. Quem passa pelo gabinete conhece mais do que é produzido em nosso Estado”, destaca Meneguette. “Criamos um espaço especial, pensado exatamente para essa função, com o destaque que esses produtos merecem”, completa.
A proposta é mostrar a qualidade e a diversidade do que é produzido no Paraná e valorizar a identidade regional. O nome do projeto traduz esse objetivo: um espaço dedicado ao que o Estado tem orgulho de produzir.
Desde o lançamento, há nove meses, o projeto já destacou diferentes cadeias produtivas, como cafés, geleias e compotas, erva-mate, vinhos, grãos, queijos e mel. Apesar do curto espaço de tempo, o retorno dos produtores tem sido positivo, principalmente pela visibilidade.
“Além da exposição no gabinete, os produtos são divulgados no site e nas redes sociais do Sistema FAEP e em veículos de comunicação do Paraná, ampliando o alcance. Já recebemos muitos feedbacks positivos por parte dos produtores que tiveram sua produção exposta na nossa vitrine”, afirma Meneguette.
Diversidade faz parte da vitrine
O primeiro produto exposto pelo projeto Orgulho Paraná foi o Café Teixeira, de Carlópolis, no Norte Pioneiro. Produzido há quatro gerações pela mesma família, o café se destaca pela qualidade dos grãos.
Na sequência, a vitrine reuniu compotas, geleias e conservas de diferentes regiões do Estado. Produtos artesanais de municípios como Araruna, Bela Vista da Caroba, Clevelândia, São José dos Pinhais, Francisco Beltrão e Nova Londrina mostraram a diversidade da agroindústria familiar paranaense.
Em fevereiro, foi a vez da erva-mate, que coloca o Paraná como referência nacional em produção por conta da qualidade da folha. A exposição teve representantes dos municípios de Guarapuava, General Carneiro, São Mateus do Sul, Turvo e Laranjeiras do Sul.
Já em março, a uva ganhou destaque, com a exposição de 22 produtos, entre vinhos, sucos e espumantes. Vinícolas de diferentes regiões participaram da iniciativa, evidenciando o crescimento e a qualidade dos produtos à base de uva no Paraná.
Em maio, grãos, como soja, milho, feijão e derivados estiveram expostos na vitrine. Os itens foram apresentados em potes e sacos de juta, aproximando os visitantes da matéria-prima em seu formato natural.
Em junho, oito queijos medalhistas na 2ª edição do Prêmio Queijos do Paraná ficaram expostos. Entre os produtos participantes, havia desde sabores cítricos ou frutados até com notas de cidreira ou amanteigados.
Em julho, a produção de sete propriedades de apicultura e meliponicultura fizeram parte da seleção do projeto. Além do mel, artesanato, própolis e até o hidromel, vindos de Ortigueira, Imbaú e outros municípios, ocuparam espaço na vitrine.
Como participar
A vitrine do projeto Orgulho Paraná é atualizada mensalmente, sempre com uma temática diferente. Todo produtor rural do Paraná pode expor seus produtos na sede do Sistema FAEP, em Curitiba. A primeira maneira de participar é ser indicado pelo sindicato rural local. Ainda, quem tem interesse pode procurar o sindicato rural do município, apresentar seus produtos e, caso se encaixe na proposta, aguardar para ser convocado. No site do Sistema FAEP (sistemafaep.org.br) há uma seção com os contatos dos 163 sindicatos rurais espalhados pelo Paraná.
Café Teixeira
Produzido no município de Carlópolis, no Norte Pioneiro do Paraná, o Café Teixeira está na quarta geração de uma mesma família de cafeicultores. Em uma área de 120 hectares, o produtor Marcelo Valdevino da Luz, mais conhecido como “Marcelo Teixeira”, toca a produção que se notabiliza pela qualidade dos grãos. Hoje a produção do Sítio Teixeira gira em torno de 5 mil sacas por ano, sendo que 65% têm como destino o mercado internacional, principalmente em países como Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.

“Quando voltei do exterior, depois de 15 anos, diante do desafio de tocar o café, procurei os cursos, o que me permitiu retomar a atividade e melhorar nossa produção, em volume e qualidade. Tudo isso teve um dedo importante do Sistema FAEP”, destaca Teixeira.
Erva-mate
Alini Oliveira, produtora de erva-mate em Turvo, na região Centro-Sul do Paraná, trabalha com a cultura há tempos. Sabendo que o produto é parte da identidade paranaense, ela acredita que a exposição do Sistema FAEP é uma forma de levar esta tradição para outras pessoas. O convite para expor veio do sindicato rural local.
“O retorno foi muito positivo, tanto em visibilidade quanto em conexões. Foi uma experiência muito enriquecedora para nós. Também gostei da divulgação, pois as reportagens ajudaram a ampliar nosso alcance e fortalecer ainda mais a nossa marca”, diz Alini.

Geleias e conservas
A produtora de morangos, uvas e hortaliças de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), Márcia Vailati começou a produzir geleias para fortalecer a renda da família. A ideia surgiu por incentivo do Sistema FAEP e, atualmente, ela chega a vender, em média, 50 unidades por mês. O convite para expor os produtos na sede do Sistema FAEP veio da própria instituição e foi aceito imediatamente.
“Eu republiquei a matéria que fizeram dos meus produtos e tive muitas visualizações. Já recebi muitos clientes que vieram pela divulgação feita pelo Sistema FAEP”, conta Márcia.

Uva e vinho
Na Região Norte do Paraná, em Marialva, conhecida como a Capital da Uva Fina, a cooperativa Coaviti ganha cada vez mais destaque. Fundada em 2005, a vinícola nasceu da iniciativa de 20 pequenos produtores da região que resolveram unir forças. Hoje, a vinícola trabalha em duas frentes: vinhos tinto (seco e suave) e branco (seco e suave).
“Depois de participar do projeto, percebemos aumento no interesse de pessoas querendo conhecer a vinícola. Isso tem elevado o nome do nosso negócio e da nossa região como referência na produção do vinho”, destaca Tatiana Castelari, filha de produtores rurais que trabalham há mais de 30 anos com uvas.

Grãos
Em Céu Azul, no Oeste do Paraná, a agricultura atravessa gerações da família Tasca. Presidente do Sindicato Rural do município e produtor rural, Aldo Tasca cresceu em meio às lavouras e hoje divide o trabalho com o pai, o irmão e, aos poucos, também com o filho mais velho, de 16 anos. Hoje, a Agropecuária Tasca atua principalmente na produção de soja e milho, além de trigo no inverno.
“É uma iniciativa muito bacana porque valoriza as bases do Sistema FAEP. No interior, o produtor já conhece essa realidade. Mas quando você leva isso para a capital, para os grandes centros, a sociedade consegue visualizar melhor o que o produtor realmente faz e produz”, destaca Aldo.

Queijo
Um dos queijos em exposição foi o Pérola Negra de São Camilo, do município de Palotina. Criado pela Granja Santo Expedito, o produto apresenta uma mistura de sabores cítricos e frutados, com umami marcante e leve picância. O Pérola Negra de São Camilo foi classificado na categoria Super Ouro do Prêmio Queijos do Paraná 2025. O reconhecimento rendeu frutos à queijaria, que registrou aumento de vendas.
“Já tivemos uma visibilidade excelente na conquista do Prêmio Queijos do Paraná e, com essa vitrine, tivemos uma amplitude maior ainda. Esperamos alcançar novos horizontes”, afirma Alcélio Bombacini, proprietário da Granja Santo Expedito.

Mel e derivados
De Ortigueira, Rafael Alves da Silva trabalha com a família em 500 colmeias. Ele e o pai cuidam do manejo, enquanto a esposa fica responsável pela produção dos derivados, como cera, própolis, hidromel, velas artesanais e cosméticos. O diferencial do produto está na região onde é produzido, que tem indicação geográfica com denominação de origem. É um mel mais claro. É único em sabor e coloração, atestado por pesquisas.
“É o público que a gente quer atingir. Ainda temos pouca comercialização na capital do Estado. Seria ótimo poder abrir mais canais, com essa participação”, afirma Rafael.















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