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Clima deixa trigo sob suspense no Paraná

Chuvas deram uma trégua aos produtores, mas nova onda de geada prevista para esta semana pode causar danos às lavouras, dizem especialistas

O mau tempo que atinge o Paraná desde o final da semana passada e as chuvas que estão previstas para esta semana estão tirando o sono dos produtores de trigo. De acordo com o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), Carlos Hugo Godinho, a ocorrência de precipitações, sobretudo durante a fase de maturação e colheita, pode prejudicar a qualidade dos grãos.

Por enquanto, o especialista prefere não cravar um prognóstico, mas admite que o clima já pode ter causado estragos. Nas regiões Norte e Oeste do Estado, alguns produtores começaram a colher as primeiras áreas desta safra. “Até semana passada, 17% das lavouras estavam em maturação. Elas devem ter sentido um pouco a umidade alta”, frisa Godinho.

Em Apucarana, no Centro-Norte, a chuva deve atrasar um pouco a colheita. Segundo o técnico do Deral, Paulo Sérgio Franzini, o clima na região foi favorável até o momento. “Tivemos alguns problemas com estiagem no começo da safra, mas o clima regularizou e a produtividade está boa. Nossa preocupação é com o excesso de umidade”, explica. Estima-se que apenas 2% da área foram colhidos e, de acordo com o técnico, os trabalhos devem voltar ao normal assim que o tempo permitir.

Com uma expectativa de safra cheia, se tempo colaborar até o final da temporada, mesmo com redução de 14% na área plantada em relação ao ciclo anterior, os paranaenses podem colher 3,3 milhões de toneladas – acima das 3,28 milhões do ano passado.

Geada

Depois da chuva, os triticultores devem ficar atentos a uma nova onda de geada prevista para quarta (7) e quinta-feira (8). Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Luiz Renato Lazinski, há previsão de geada de forte intensidade para o Centro-Sul e moderada para o Sudoeste e Campos Gerais. “As chuvas estão previstas até terça, mas depois o tempo volta a abrir e teremos novas geadas”, prevê.

Em Guarapuava, no Centro-Sul, o plantio começa a ser realizado mais tarde, por isso a chuva não prejudicou tanto as lavouras. Mas a geada pode comprometer a cultura. “A partir de agora as geadas passam a ter uma importância cada vez maior sobre o resultado final da safra”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava, Rodolpho Botelho.

Fonte: Gazeta do Povo

Carlos Filho

Jornalista do Sistema FAEP/SENAR-PR. Desde 2010 trabalha na cobertura do setor agropecuário (do Paraná, Brasil e mundial). Atualmente integra a equipe de Comunicação do Sistema FAEP/SENAR-PR na produção da revista Boletim Informativo, programas de rádio, vídeos, atualização das redes sociais e demais demandas do setor.

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