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Preços maiores elevam exportação de soja do Brasil para US$ 22,6 bi

SÃO PAULO -As receitas com as exportações do complexo soja do Brasil em 2012 deverão atingir US$ 22,62 bilhões, de acordo com nova previsão da Associação Brasileira das Indúst…

SÃO PAULO –  As receitas com as exportações do complexo soja do Brasil em 2012 deverão atingir US$ 22,62 bilhões, de acordo com nova previsão da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que elevou nesta segunda-feira suas estimativas considerando maiores preços do grão e do farelo. Em junho, a Abiove havia estimado as divisas com os embarques neste ano em US$ 21,7 bilhões.

Os maiores preços na exportação, em patamares recordes no ano para o grão e farelo de soja, segundo a Abiove, ocorrem após quebras de safras nos três maiores produtores globais (EUA, Brasil e Argentina).

No caso do Brasil, que teve perdas de cerca de 10 milhões de toneladas na temporada 2011/2012, na comparação com a safra anterior, por causa de uma seca, os melhores preços ajudam a compensar parte da queda no volume exportado.

"Compensou as quebras, estamos exportando menos, compensa um pouco através do preço, ajuda a mitigar a queda de receita", disse à Reuters o secretário-geral da Abiove, Fábio Trigueirinho.

Em 2011, quando a safra foi recorde de cerca de 75 milhões de toneladas, as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) do Brasil atingiram um recorde de 24,15 bilhões de dólares. O volume exportado de soja cairá na safra atual para 30 milhões de toneladas, ante 33,8 milhões na temporada passada.

A alta na previsão de divisas feita nesta segunda-feira pela Abiove baseou-se somente nos preços, já que o volume a ser embarcado em 2012 permaneceu o mesmo da estimativa do mês passado.

Na projeção nova, a Abiove elevou o preço médio de exportação de soja para 520 dólares por tonelada, ante 500 dólares na previsão anterior e 495 dólares no ano passado.

O preço médio do farelo esperado para 2012 foi elevado para 420 dólares, ante 400 dólares no mês passado e contra 397 dólares em 2011. "O mercado está firme e a gente vai aos poucos ajustando", afirmou o executivo, acrescentando que a época é de oferta e demanda mundial de soja apertadas. "A safra passada acabou quebrando no Brasil, Estados Unidos e Argentina e deixou um nível de dependência grande com a nova safra dos Estados Unidos."

Ele explicou que mercado internacional está nervoso com temores de eventuais perdas na produção norte-americana deste ano.

"Problema efetivo (nos EUA) ainda não tem nenhum, mas o mercado está sensível…", destacou ele, ressaltando que o aperto este ano é maior no farelo, uma vez que no caso do óleo há outras matérias-primas alternativas para a produção de óleos comestíveis.

O complexo soja (grão, farelo e óleo) é o principal da pauta de exportações agrícolas do Brasil.

DCI – São Paulo/SP – AGRONEGÓCIOS 

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