Do grande ao pequeno produtor de leite, todos estão suscetíveis à contaminação dos animais por tuberculose e brucelose. São duas doenças que ameaçam não só sua fonte de renda, mas a própria saúde do produtor e de sua família. Para erradicá-las do território paranaense, o governo do Estado colocou em prática o Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT), focando num primeiro momento o rebanho leiteiro.
O monitoramento e a fiscalização serão feitos pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A principal meta é que todos os produtores paranaenses, hoje estimados em 118 mil, vacinem os seus rebanhos contra brucelose até 30 de maio e apresentem exames e atestados com relação às duas doenças na indústria que recebe seu leite para garantir a continuidade do recebimento da matéria-prima. O prazo foi definido pela portaria da Adapar nº 342.
“No Brasil os índices dessas doenças, tanto em animais como em propriedades contaminadas variam de 2 a 4%. Nosso maior desafio é encontrar esses animais contaminados, por isso precisamos da participação dos produtores e da indústria de laticínios”, afirma o diretor presidente da Adapar, Inácio Afonso Kroetz.
O processo de organização e discussão do PECEBT começou há mais de um ano com a realização de discussões e
consultas públicas envolvendo os vários representantes da cadeia. Para regulamentar as ações de fiscalização a Adapar publicou três portarias nº. 342, 343 e 344 em outubro de 2013. As portarias definem as ações dos principais atores: os produtores de leite e a indústria de laticínios sob inspeção oficial.
Além das portarias, a Adapar já iniciou um cronograma de nove reuniões no interior do Estado para divulgar o programa e esclarecer as dúvidas dos produtores, técnicos, cooperativas, responsáveis técnicos e demais entidades envolvidas com a cadeia produtiva de leite no Paraná. Duas já aconteceram dia 13 em Guarapuava e dia 18 em Maringá. “A maior preocupação da Adapar é com a saúde do produtor e a sanidade do leite paranaense, pois a tuberculose e a brucelose são doenças muito estigmatizadas, que trazem muitos prejuízos econômicos e sociais”, completa Kroetz.
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