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USDA aumenta produção e estoques de soja e milho dos EUA

No caso da soja, a estimativa do USDA para a produção norte-americana na safra 2014/15 foi reavaliada para 103,85 milhões de tonelada contra 103,42 milhões de toneladas do relatório anterior

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta tarde, o relatório mensal de oferta e demanda mundial de grãos. No caso da soja, a estimativa do USDA para a produção norte-americana na safra 2014/15 foi reavaliada para 103,85 milhões de tonelada contra 103,42 milhões de toneladas do relatório anterior. O mercado trabalhava com um volume entre 100,7 a 107,53 milhões de toneladas. A produtividade foi prevista em 51,47 sacas por hectare contra 51,25 sacas por hectares reportadas no relatório de julho. As exportações norte-americanas de soja permaneceram em 45,59 milhões de toneladas. O esmagamento igualmente mantido o do relatório de julho passado de 47,76 milhões de toneladas.

A produção mundial de soja foi reajustada de 304,79 milhões para 304,69 milhões de toneladas, consumo global de 283,40 milhões de toneladas e estoque final mundial de 85,62 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o USDA manteve os números de julho, a saber: produção de 91 milhões de toneladas, consumo de 40,10 milhões de toneladas e exportações de 45,00 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil cede a posição de principal exportador de soja em grão para os Estados Unidos. Para a Argentina, o relatório manteve a produção da safra 2014/15 em 54 milhões de toneladas e exportações em 8,50 milhões de toneladas. Já para a China, o USDA prevê importações de 73 milhões de toneladas.

Os números do relatório impactaram os preços na Bolsa de Chicago, registrando perdas imediatas. Os contratos setembro/14 referencial para a safra brasileira caíram US$ 0,35 por saca, sendo negociados a US$ 24,10 por saca.

MILHO: Produção mundial prevista em 985,39 milhões de toneladas

Conforme o USDA, a produção mundial de milho está avaliada em 985,39 milhões de toneladas, um acréscimo de 4,43 milhões de toneladas. O relatório indicou também estoques mundiais menores, previstos em 187,82 milhões de toneladas. Já para os Estados Unidos o relatório retificou a produção para 356,43 milhões de toneladas, um aumento de 4,37 milhões de toneladas. Os estoques finais norte-americanos foram previstos em 45,93 milhões de toneladas.

Para o Brasil o USDA manteve os dados do relatório anterior, ou seja: produção de 74,00 milhões de toneladas, consumo doméstico em 56,50 milhões de toneladas e exportações de 20 milhões de toneladas. O relatório manteve inalterada produção argentina do grão em 26,0 milhões de toneladas. A União Europeia (28) deverá produzir 67,05 milhões de toneladas. Para a China mantida a produção em 222,00 milhões de toneladas e consumo interno de 222,00 milhões de toneladas.

Gilda M. Bozza – Economista – DTE/FAEP

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