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USDA mantém preços das commodities estáveis

Novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta que produção mundial de soja, milho e trigo cresceram em relação ao relatório anterior

Por: Tânia Moreira| Economista do Departamento Téc. e Econômico – FAEP

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou na terça-feira (09/02) seu segundo relatório do ano de oferta e demanda mundial. A produção mundial de soja, milho e trigo cresceram em relação ao relatório de janeiro, com ajustes a maior nos estoques de soja e trigo.

As atenções do mercado seguem voltadas para o desenvolvimento das lavouras no América do Sul, sob perspectiva de melhora das condições climáticas na Argentina. O plantio da nova safra nos Estados Unidos só tem início a partir de abril, e ainda não estão definidas as projeções sobre a área de soja e de milho para 2016/17.

 

SOJA PERMANECE ESTÁVEL COM DADOS DE FEVEREIRO

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Ao contrário do esperado pelo mercado, o USDA manteve a produção brasileira em 100,0 milhões de toneladas. A safra da Argentina foi reajustada, passando de 57,0 para 58,5 milhões de toneladas, contribuindo para o aumento da produção mundial, que ficou em 320,51 milhões de toneladas, ou a maior produção já registrada nos últimos anos.

Os estoques finais americanos e argentinos cresceram em relação ao relatório de janeiro, contribuindo para elevação do estoque mundial recorde, comparado aos últimos anos. A demanda americana reduziu em função da estimativa de redução do esmagamento.

O relatório teve pouco efeito sob os preços que permaneceram de estáveis a com leves altas. Os analistas destacam que somente um fato novo poderia deslocar o patamar atual dos preços.

O intervalo médio de preços projetados pelo USDA no mês de fevereiro foi de US$ 8,50 a US$ 9,55 por bushel.

 

MILHO: PRODUÇÃO DA AFRICA DO SUL É REDUZIDA, MAS É MAIS DO QUE COMPENSADA PELO AUMENTO DA PRODUÇÃO NO BRASIL E NA ARGENTINA

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A produção mundial de milho aumentou para 970,08 milhões de toneladas, refletindo o aumento de 2,5 milhões de toneladas na produção brasileira, que foi estimada em 84,0 milhões de toneladas. A produção da Argentina também foi reajustada, passando para 27,0 milhões de toneladas. Estes aumentos compensaram a redução de 1,0 milhão de tonelada na produção da África do Sul.

As exportações americanas sofreram redução, como resultado da competição com a produção da América do Sul.  Os estoques brasileiros, americanos e argentinos cresceram, enquanto o estoque mundial apresentou leve queda, configurando-se como maior estoque mundial dos últimos anos, apesar da relação estoque consumo não ser a mais elevada em relação aos anos anteriores.

O intervalo médio de preços projetados pelo USDA no mês de fevereiro foi de US$ 3,35 a US$ 3,85 por bushel.

 

TRIGO: PRODUÇÃO E ESTOQUE MUNDIAL MAIORES

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A produção recorde de trigo sofreu novo aumento em função de produções maiores na Argentina e na Ucrânia.

As exportações americanas foram reduzidas sob o efeito do dólar valorizado, resultado em estoques finais americanos maiores. Os estoques finais mundiais recordes sofreram um aumento de 6,38 milhões de toneladas.

 

André Amorim

Jornalista desde 2002 com passagem por blog, jornal impresso, revistas, e assessoria política e institucional. Desde 2013 acompanhando de perto o agronegócio paranaense, mais recentemente como host habitual do podcast Boletim no Rádio.

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