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Alta no preço da carne deve se manter até o final do ano

O consumidor está pagando mais pela carne bovina nestes últimos meses. Pecuaristas e indústrias frigoríficas acreditam que o preço da arroba do boi, que já oscila entre R$ 87,00 e R$ 88,00 em Maringá e Campo Mourão, deve continuar subindo nos próximos meses, por causa da menor oferta de animais para abate nas propriedades, do período prolongado de seca e do aumento das exportações. Bom para o produtor e ruim para o consumidor que acaba optando por outros tipos de carne para não pesar no orçamento.

Os preços baixos da arroba de boi nos últimos anos provocaram o abate de fêmeas em ritmo acima do normal. Com isso, houve redução na oferta de bezerros e, conseqüentemente, de bois prontos para o abate. No entanto, de acordo com Paulo Sérgio dos Santos, dono de um frigorífico na região, não é fácil dizer por que o preço subiu. “São muitas variáveis a serem consideradas. Há um tempo foram abatidas muitas fêmeas e agora estamos sentindo a diminuição na oferta de animais.” Além disso, ele coloca que o longo período de seca fez com que os grãos que alimentam os animais fossem mais escassos o que encareceu o produto final. “Nessa época, em anos anteriores, as culturas de inverno ajudavam bastante no pasto, aveia principalmente. Como houve uma estiagem os pecuaristas tiveram de achar alternativas”, completa.

Para o produtor, até o momento, já houve um aumento de 10 a 12% no preço recebido pela carne. Somente nos últimos sete dias a variação foi de 2%. “Outubro sempre foi considerado a entressafra. Este ano o problema está sendo um pouco maior. Ainda falta muito boi gordo a tendência é que o preço suba ainda mais. Até o final do ano o consumidor pode esperar pagar mais pela mesma quantidade de produto”, alerta Santos.

Se para o pecuarista a arroba do boi teve alta de até 12%, para o consumidor em alguns cortes o aumento do preço chega a 27,4%. Na avaliação de Moacir de Almeida, proprietário de uma casa de carnes em Campo Mourão, quem sente não é apenas quem compra a carne, mas também os donos de açougue. “A gente sentiu muito a alta, agora já estamos acostumando, mas nos primeiros dias todo mundo estranhou. Aumentou o preço para quem revende também”, relata. Não foram apenas os cortes bovinos que subiram. Puxados pela alta no consumo, as carnes alternativas escolhidas por muitos consumidores como o Frango e o corte Suíno também tiveram elevações.

A região de Campo Mourão não tem muita tradição em pecuário. O dono do frigorífico lembra que apesar de comemorar a alta do setor, Santos lembra que como está já é suficiente. “Se o preço subir demais quem compra vai começar a reclamar e acabar mudando principalmente para a carne de frango e em menor escala para o peixe”, finaliza.

Fonte: Tribuna do Interior por Ana Carla Poliseli

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