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Apenas 12% têm internet boa ou ótima no campo, mostra pesquisa

Principais aplicativos apontados pela pesquisa como fundamentais para o agronegócio foram WhatsApp, e-mail, e ferramentas ligadas à meteorologia, notícias e cotações

O principal setor da economia brasileira, o agronegócio, responsável por 23,5% de contribuição para o PIB em 2017 (fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil-CNA), ainda não conta com uma conexão de Internet banda larga de qualidade, de acordo com agricultores e pecuaristas. O sinal da internet no campo é regular para 40% dos respondentes, ruim para 38,46%, inexistente para 9,23%, boa para 7,29% e ótima para 4,62%.

A pesquisa foi realizada pela Art Presse – agência de Relações Públicas em S. Paulo – por encomenda da Elsys, empresa brasileira com tradição no mercado de eletroeletrônicos, telecomunicações e de inovação em conexão, com 77 agricultores e pecuaristas da base de dados do Canal Rural, a maior comunidade do agronegócio no país. Os respondentes, localizados em 12 estados brasileiros (SP, SC, GO, PR, RS, MT, MS, MG, RN, TO, BA e RO), atuam no setor agrícola e pecuária (ou ambos), são donos, executivos, desenvolvedores de tecnologia (agritech) ou prestadores de serviços.

Para 84,42% dos respondentes, a conexão falha ou inexistente com a Internet atrapalha diretamente o agronegócio, na medida que não conseguem, pela ordem de respostas, comunicar-se adequadamente com seus clientes e fornecedores; obter informações de meteorologia; segurança; monitorar plantações e gado; ofertar seus produtos por site ou apps; e utilizar máquinas de débito/crédito.

Os principais aplicativos apontados pela pesquisa como sendo fundamentais para o negócio foram o WhatsApp, e-mail, e os ligados à meteorologia, notícias e cotação de preços.

A falha na conexão com a Internet acaba resultando, segundo os respondentes, em uma série de problemas como perda ou atrasos na realização de negócios, emissão de dados, registro animal, comunicação e transmissão de imagens e dados, perda de tempo (obriga-os a se deslocar para os grandes centros para resolver problemas ou a fazer anotações para lançamentos futuros em locais onde haja conexão estável), embarque e retirada de GTA (Guia de Trânsito Animal), acesso a ferramentas bancárias, consultas de preços de insumos e valores de grãos, bem como utilização de ferramentas de rastreadoras para retirada de anexos para embarque.

O principal tipo de conexão no campo vem de provedores de acesso de Internet via rádio (28,57%) seguido da rede 3G oferecida pelas operadoras móveis (22,08%), banda larga via satélite (16,88%), banda larga fixa (6,49%), rede móvel 4G (3,9%), GPRS (2,6%); 15,58% dos respondentes disseram não possuir nenhum tipo de conexão.

Os principais provedores de conexão de Internet apontados pelos gestores do agronegócio são Vivo (32,3%), seguido de HughesNet (16,9%), TIM e Claro (7,7% cada) e Oi (6,2%). Os outros 29,2% utilizam provedores regionais.

Fonte: CNA.

Antonio Senkovski

Repórter e produtor de conteúdo multimídia. Desde 2016, atua como setorista do setor agropecuário (do Paraná, Brasil e mundial) em veículos de comunicação. Atualmente, faz parte a equipe de Comunicação Social do Sistema FAEP/SENAR-PR. Entre as principais funções desempenhadas estão a elaboração de reportagens para a revista Boletim Informativo; a apresentação de programas de rádio, podcasts, vídeos e lives; a criação de campanhas institucionais multimídia; e assessoria de imprensa.

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