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A FAEP e a decisão da Justiça sobre o Porto de Paranaguá

Liminar concedida pela Justiça Federal paralisa o processo de licitação de áreas e instalações portuárias de Paranaguá

Decisão da Justiça se cumpre. É o caso da liminar concedida pela Justiça Federal que paralisa o processo de licitação de áreas e instalações portuárias de Paranaguá. No entanto, essa medida é resultado do desrespeito e desconhecimento do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO), pelo governo federal, que teve a participação de toda a comunidade portuária e foi aprovado por unanimidade. O plano estadual traça as perspectivas de crescimento do Porto de Paranaguá para os próximos 30 anos. Em vez de analisá-lo com critérios, Brasília fez aterrissar de para-quedas estudos feitos pela Estrutura Brasileira de Projetos (EBP), uma consultoria criada pelo BNDES e oito bancos, não só para o Porto de Paranaguá mas para outros terminais brasileiros, coordenados pela ex-ministra Gleisi Hoffmann, e que já foram barrados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A FAEP se manifestou de forma veemente em defesa do PDZPO por atender os usuários do porto paranaense, por consequência os produtores rurais do nosso Estado. Esse era o melhor e mais coerente caminho para a modernização do Porto de Paranaguá.

De qualquer forma, a decisão da Justiça Federal mostra mais uma vez a incapacidade do governo federal em apresentar soluções práticas e viáveis da emperrada infraestrutura e logística nacional.

Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP

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